sábado, 20 de fevereiro de 2016

Fechando com chave de ouro...


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Esta foi uma das viagens em que as emoções permaneceram até o ultimo dia, geralmente quando iniciamos o retorno temos o sentimento de que o dia a dia é somente a pilotagem para retornar e ai a emoção e adrenalina já eram, e aquele sentimento de que tudo acabou...


O trecho de ontem foi o maior desafio de todos, e olha que a cada dia menciono que foi ótimo, mas ontem fechamos com chave de ouro, principalmente para um percurso off road como planejado.




Saímos de Tucuman rumo a Salta onde deixaríamos as motos, rodamos cerca de 70 km de asfalto e adentramos no último trecho off road, antiga ruta 9 e ai começaram as surpresas.
Tínhamos 130 km off road para percorrer, os primeiros 30 km estavam em condições ótimas frente a situações que enfrentamos anteriormente nos outros trechos, a medida prosseguíamos a estrada ia ficando mais estreita, o piso piorando e a mata nos cercando... até ai beleza...



Paramos em um local agradável para uma hidratada, um local que depois percebemos que era o último ponto com acesso fácil, uma espécie de parque para piqueniques, os Argentinos curtem muito isso...



Retomamos o roteiro que ainda tínhamos cerca de 80 km a percorrer e a situação foi ficando feia embora o local maravilhoso, pilotamos dezenas de km em velocidade não superior a 10-15 km/h margeando montanhas de pedras com pequenas cachoeiras e com muita lama, sempre ao lado de um rio...


Em uma das situações de lama tivemos que utilizar o 4x4 para rebocar a moto do Neto que havia encalhado, estava praticamente com mais de meia roda dentro da lama, dava para deixa-la em pé como se estivesse encravada no solo.




Amarramos a cinta de arrasto na pick-up e na moto e tranquilamente saímos daquela situação, a sorte foi que o carro conseguiu passar para que pudéssemos efetuar o reboque, na maioria da estrada data a largura, muito estreita, mal passava o veículo se isso acontecesse nestes trechos estreitos teríamos problemas para rebocar.





Seguimos quase que 40 km nestas condições já exaustos e com inúmeras dificuldades, pedras grandes, barro, areia e dezenas de rios... aos poucos fomos vencendo todos os obstáculos e depois de quase 6 somente 50% dos 130 km...






Chegamos a um ponto na estrada onde dois nativos estavam sentados e perguntamos quanto ainda havia até o asfalto e qual a condição, eles nos informaram cerca de 70 km e o trecho em boas condições, disseram que estavam aguardando um ônibus local e ai nos animamos pois se o ônibus chegava até ali, as condições da estrada que mencionei deviam mudar, pois onde passamos ônibus não andava... em todo o percurso cruzamos somente 2 pequenas motos...



Seguimos e aí a estrada começou a render, o ripio voltou e as condições melhoraram muito, nossa pilotagem começou a render e conseguimos chegar no asfalto por volta das 17 hs, e para fechar pegamos uma bela chuva até Salta...


Chegamos em Salta completamente molhados, precisávamos disso para lavar as roupas, as motos e a alma, tivemos muita sorte pois todos os trechos que fizemos seriam inviabilizados se as chuvas tivessem ocorrido como previsto para os meses de fevereiro e março, todos os dias pegamos tempo bom...



Finalizando mais esta viagem, ressalto o grau de interação e diversão da equipe, lamento a desistência dos outros amigos que complementariam os 7 aventureiros, e certamente ressalto e entendo que fizemos alguns dos trechos mais explorados e cobiçados pelo pessoal que gosta de aventuras desta natureza, sem dúvida algo que fica na nossa memória e motiva aqueles que querem enfrentar estes desafios...







Durante estes dias tivemos o prazer de conhecer e se aventurar em lugares maravilhosos, mas deixo aqui um registro dos principais que nos impressionaram... O cruzamento de 11 km de pedras no leito do rio Pacoine, o trecho de Abra el Acay, o roteiro do Parque dos Alisios e este ultimo na antiga Ruta 9, e sem duvida os 330 km da Puna Argentina acima dos 4200 mts de altitude.

A foto da viagem, tirada pelo Mané quando eu tentava subir um morro de areia com a moto do Neto.... Maravilhosa....!!!!


Grato a todos que nos acompanharam e se divertiram com nossas aventuras e fotos, e principalmente as nossas queridas esposas que novamente nos deram este período de deserção... 


Vejam um trecho de um entrevista que demos para uma Tv local, http://blogs.tn.com.ar/variete/ , titulo La Puna Saltena... minuto 1.45.... para quem quiser ver no Iphone ou Ipad... digite na linha Google Variete la Puna Saltena e depois clique no primeiro link e divirta-se....

Alguns filmes deste trecho e outros mais...




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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Outras ótimas surpresas no caminho...


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Saimos de Catamarca rumo a  San Miguel de Tucuman, um caminho misto de asfalto e ripio totalizando 350 km... somente 30% de asfalto.



A regiao de Catamarca é privilegiada por belas paisagens por estar entre as montanhas, são centenas de opções, principalmente em off road... é um local que deve ser melhor explorado em próximas aventura, alem de ter um dos passos para o Chile mais famosos, o Passo de Sao Francisco.








 
  
Pegamos a estrada sentido El Rodeo, a mesma que todos fizemos ontem em passeios separados, eles de carro e eu de moto em horário distintos, a Cuesta El Rodeio é bonita e cheia de curvas com asfalto novo até a cidade de La Junta.









De lá para frente foi um trecho de mais de 100 km com vários níveis de dificuldade e um visual espetacular das montanhas da região, subimos a mais de 2000 mts dentre desfiladeiros na estrada estreita sem qualquer proteção lateral.







Levamos cerca de 4 horas para fazer os 150 km iniciais devido às dificuldades do piso, hora areia solta alternando com barro, no trecho de ripio o rendimento foi melhor.









Pegamos mais 15 km de aslfalto e novamente ripio, fizemos toda a travessia do Parque dos Alisios com ripio em péssimas condições, e ainda para complementar a dificuldade muita neblina no trecho chamado Cuesta del Clavillo, ponto mais alto dentro do parque.






Paramos diversas vezes para uma boquinha e relaxar um pouco, a cada 50 km dávamos uma esticada nas pernas e a turma matava a sede e fome...










O último trecho de 90 km de asfalto foi tranquilo e uma reta só até chegarmos no transito caótico da cidade de Tucuman.